Ana Paula Lobo e Rodrigo dos Santos … 12/03/2017 … Convergência Digital

O Brasil está diante do desembarque de várias tecnologias relevantes e precisa se adequar para ficar com papel de destaque na transformação digital, sustenta o presidente-executivo da Brasscom, Sergio Paulo Galindo. Para ele, priorizar os investimentos nas infraestruturas digitais – em especial redes de banda larga de alta velocidade e data centers, voltados para as aplicações de computação em nuvem e big data – é obrigação do Estado.

“Temos todas as condições de ser líderes na produção de ciência e tecnologia, seja por empresas nacionais, seja pelas multinacionais aqui instaladas. Mas precisamos fazer políticas para produzir e disseminar o que for necessário para termos esse lugar de destaque”, observa Gallindo, em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital.

Segundo ele, o Brasil avançou no trabalho para se ter um Estado Digital, mas ainda precisa fazer muito. Galindo observa que a mudança da transformação digital do Estado não é simplesmente pegar a burocracia e digitalizar. “Trazer o modelo antigo e digitalizar não é ser digital. É se enganar. O Governo precisa redesenhar seus processos e trabalhar para mudar, culturalmente, seus líderes e trabalhadores. Como prestador de serviços, o Estado não é diferente de qualquer empresa privada e precisa cuidar para não frustrar o cidadão”.

O presidente-executivo da Brasscom diz ainda que o país precisa avançar em discussões macroeconômicas gerais, com dois pontos de interesse: a questão tributária, que precisa ser, no ponto de vista de Gallindo, mais racional e menos complexo, e as relações laborais, com a reforma da CLT, desenhada para uma era industrial da década de 30 do século XX e não adequada à era do conhecimento do século XXI.

A transformação digital e o seu impacto no mercado de TIC no Brasil é tema do 2º Seminário Brasscom Políticas Públicas & Negócios, que acontecerá nos dias 15 e 16 de março, em Brasília. Assistam a entrevista com o presidente-executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo.

A Brasscom, hoje, representa 40 empresas do setor de TIC e 15 instituições e tem atuado na propagação de novas tendências, entre elas, Internet das Coisas, Big Data, Computação em Nuvem, Mobilidade, Segurança e Privacidade dos Dados. As inscrições para o 2º Seminário Brasscom Políticas Públicas & Negócios já estão abertas. Saiba como participar: http://seminariobrasscom.com.br/inscreva-se/