Luís Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz … 08/03/2017 … Convergência Digital

Com quase uma década e meia de legislação específica e instrumentos de fomento, as ferramentas disponíveis para que o governo incentive o setor privado a apostar na inovação são várias, mas falta sintonia. É como analisa o secretário de inovação e novos negócios do Ministério do Desenvolvimento, Marcus Vinícius de Souza, que também ressalta a importância da recuperação da economia para dar espaço a esse movimento dos empresários.

“A primeira atividade que as empresas cortam é inovação, é P&D, porque elas precisam sobreviver. Então, é a primeira coisa a ser cortada. Mas a gente espera que depois dessa redução que vimos nos últimos dois, três anos, por conta da crise, que isso retorne com o crescimento econômico”, reconhece.

“O cardápio de instrumentos de inovação oferecido pelos governos no Brasil é completo, muito semelhante ao de países desenvolvidos. Isso quer dizer que está funcionando? Não necessariamente, porque embora tenhamos todos esses instrumentos falta aperfeiçoá-los para que sejam mais rápidos, menos burocráticos, e pela questão do tamanho desses investimentos – não adianta desenvolver todos esses instrumentos sendo que os recursos são limitados.”

Souza destaca, no entanto, a multiplicação de empresas iniciantes, startups, alvo de programas como o Inovativa Brasil, que ajuda os empreendedores a formarem uma rede de contatos e conhecimento, especialmente em relação a potenciais investidores. “Apesar da dificuldade da crise econômica, temos visto uma grande proliferação de startups no Brasil. As empresas tem conseguido, através do programa, alavancar investimentos privados oito vezes maiores do que aportamos.”

O certo, sustenta o secretário, é que não há alternativa a não ser inovar. “Com a competição internacional que a gente enfrenta hoje em dia, o empresário tem que inovar. O Brasil não é mais tão barato quanto já foi, quanto são concorrentes do leste europeu, ou do sudeste asiático, e não tem o desenvolvimento avançado dos países desenvolvidos. Portanto não há muita margem de manobra para o empresário nacional se não inovar.”

O secretário de inovação e novos negócios do Ministério do Desenvolvimento, Marcus Vinícius de Souza,vai participar do 2º Seminário Brasscom Políticas Públicas & Negócios, que acontecerá nos dias 15 e 16 de março, em Brasília. Assistam a entrevista.

 

A Brasscom, hoje, representa 40 empresas do setor de TIC e 15 instituições e tem atuado na propagação de novas tendências, entre elas, Internet das Coisas, Big Data, Computação em Nuvem, Mobilidade, Segurança e Privacidade dos Dados. As inscrições para o 2º Seminário Brasscom Políticas Públicas & Negócios já estão abertas. Saiba como participar: http://seminariobrasscom.com.br/inscreva-se/